Como Investir Meu Dinheiro?

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Muitas pessoas querem garantir a sua aposentadoria e começar a investir seu dinheiro, porém não sabem como fazê-lo. Se esse for o seu caso, hoje quero mostrá-lo que investir é muito mais simples do que parece.

Uma das dúvidas mais comuns dos aspirantes a investidor é em relação ao investimento que devem escolher. Muitos deles perguntam “Qual é o melhor investimento para mim?”, e é exatamente essa pergunta que eu vou lhe responder durante este artigo. Ao longo dos próximos parágrafos eu vou mostrar tudo que você precisa saber para começar a investir. Aproveite o conteúdo.

Organizando suas Finanças

Organizando suas Finanças

O primeiro passo para investir é garantir que sua vida financeira está em ordem. Talvez você já tenha uma quantia guardada para investir, mas você já definiu quanto irá investir mensalmente? Investir uma certa quantia mensalmente, por menor que seja, é essencial para que seu patrimônio cresça mais rapidamente. Então o seu primeiro passo deve ser definir a quantia do seu salário que você irá destinar mensalmente para investimentos.

Se você não tem o costume de economizar dinheiro todos os meses, precisará adotá-lo caso queira ser um investidor de sucesso. O ideal é poupar pelo menos 10% da sua renda mensal, mas quanto mais você conseguir, obviamente melhor. Mesmo que essa quantia seja pequena ela fará toda a diferença no longo prazo.

Outro ponto que você deve analisar é se você possui uma reserva de emergência, uma quantia de dinheiro guardada para garantir a sua segurança financeira. Não possuir uma reserva de emergência pode colocar em risco os seus investimentos, uma vez que você pode precisar resgatá-los antes do planejado, perdendo uma parte considerável da rentabilidade devido as oscilações de preço dos mesmos.

Pode-se dizer que a reserva de emergência é uma espécie de investimento obrigatório que deve ser feito antes de se investir propriamente. O problema é que a maioria das pessoas se esquece de fazer essa reserva e vai logo atrás de investimentos de alta rentabilidade. O ideal é que a sua reserva seja equivalente a pelo menos 6 meses as suas despesas essenciais, ou seja, os seus gastos indispensáveis, tais como alimentação, aluguel da casa, contas de luz e água, entre outros.

Dessa forma, você ficará protegido de emergências financeiras e ainda por cima não precisará resgatar seus investimentos em uma situação inesperada. Dê uma olhada no artigo sobre segurança financeira para obter mais detalhes sobre a montagem de um fundo de emergência.

Cumpridos esses dois passos você já está apto a começar a investir de fato. No próximo tópico vamos ver como você deve proceder na montagem da sua carteira de investimentos.

Montando a sua Carteira

Montando a sua Carteira

Uma vez que você está poupando uma certa quantia todos os meses e tem uma reserva para emergências, você está apto para montar uma carteira de investimentos. As sugestões de carteira de investimento que apresento neste artigo são de longo prazo, de modo que você não deverá tocar no dinheiro investido por pelo menos 10 anos, o que justifica a necessidade de um fundo de emergências. Isso porque retornos consistentes e acima da média só podem ser alcançados com segurança no longo prazo.

Para a montagem da sua carteira de investimentos você deve considerar dois tipos diferentes de ativos: os de renda fixa e de renda variável. A renda fixa é composta, no geral, por investimentos de menor risco, representados por títulos de dívida. Já os investimentos de renda variável – como ações e câmbio- são considerados de maior risco.

Ter dinheiro somente na renda fixa não é algo ruim, mas o problema é que no longo prazo a renda variável costuma apresentar um retorno mais elevado, apesar de poder trazer prejuízos no curto prazo. Mesmo que você tenha um perfil conservador (conheça seu perfil de investidor) você não só pode, mas deve investir uma certa quantia em renda variável.

A porcentagem de cada tipo de investimento na sua carteira deve ser definida de acordo com uma série de fatores, como idade, tolerância ao risco e as metas pessoais de investimentos. Porém, há uma regra simples que podemos utilizar para definir isso, utilizando a fórmula abaixo.

90 – Sua Idade = Porcentagem de Renda Variável em sua Carteira

Então, se você tiver 30 anos sua carteira terá 60% em Renda Variável (90-30 = 60) e os restantes 40% serão compostos por ativos de Renda Fixa. Se, no entanto, você tem um perfil mais conservador você pode querer colocar 50% dos seus investimentos em renda fixa. Não há problema algum nisso, essa fórmula é um bom ponto de partida mas a cabe a você decidir com que porcentagem se sente mais seguro para investir.

A medida que você envelhece, você deve ajustar a sua alocação de acordo com sua idade. Se você seguir a “Regra dos 90″, você vai comprar mais ativos de Renda Fixa quando tiver 40 anos, do que quando tiver 30 anos. A ideia é que, quando mais velho você ficar, menor seja o risco da sua carteira de investimentos.

Uma vez determina a porcentagem de cada tipo de investimento na sua carteira está na hora de escolher a forma como você vai investir na renda fixa e na renda variável, sobre o que eu vou falar no tópico a seguir.

Investimentos para Iniciantes

Investimentos para Iniciantes

Existe uma série de investimentos de renda de fixa e várias formas de investir na renda variável, o que pode deixar um investidor iniciante um tanto confuso. A seguir eu irei desmistificar os mais importantes investimentos em renda fixa, e que são os mais apropriados para o investidor iniciante, bem como mostrar a melhor forma de investir em renda variável.

Renda Fixa

No Brasil os investimentos de Renda Fixa têm, historicamente, apresentado retornos bastante elevados se comparado com outros países. O ano de 2015 especificamente está sendo um ano muito bom para investimentos de Renda Fixa. Vamos ver na sequência os três principais investimentos nesta categoria que você deve considerar para compor a sua carteira de investimentos.

Tesouro Direto

A forma mais acessível de investimento na renda fixa é o Tesouro Direto. Ele permite a compra e venda de títulos públicos pela internet a partir de valores baixíssimos. Existem basicamente três tipos de títulos no Tesouro Direto: os pré-fixados, no qual o investidor já conhece a rentabilidade na hora da compra; os atrelados à taxa Selic, no qual a rentabilidade acompanha a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia; e os atrelados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), no qual a rentabilidade acompanha a inflação.

Leia mais artigos sobre Tesouro Direto

CDB

Os CDBs são utilizados pelos bancos para captar recursos. Quem investe faz uma espécie de empréstimo ao banco e ao final do período combinado recebe seu dinheiro de volta com juros em troca. Eles são parecidos com os títulos do Tesouro Direto, só que nesse caso são títulos privados, pois ao contrário dos primeiros eles são emitidos por bancos e não pelo governo. Existem dois tipos de CDBs: os pré-fixados, no qual o investidor já conhece a rentabilidade na hora da compra; os atrelados ao CDI, no qual o investimento rende uma porcentagem do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Leia este artigo sobre CDB

LCI e LCA

As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) são títulos de funcionamento semelhante ao CDB, mas que tem a enorme vantagem de serem isentos do Imposto de Renda para pessoas físicas. O único outro investimento, se é que pode ser assim chamado, que também isento de imposto de renda é a Poupança. Logo pode ser muito vantajoso optar por essa forma de investimento.

Renda Variável

Na Renda Variável você deve investir basicamente no mercado de ações. O problema que muitos investidores podem encontrar nesse ponto, é que existem diversas formas e estratégias para investir em ações. Para o investidor iniciante a melhor opção, sem dúvidas, são os fundos de investimento em ações, que livram o investidor de todo o trabalho (e risco) que teriam ao comprar e vender ações diretamente.

Fundos de Ações são uma ótima forma de investir para iniciantes, pois permitem investir com quantias menores, tem custos mais baixos do que o investimento direto é são naturalmente diversificados. Mas uma alternativa ainda melhor aos fundos de ações, que recomendo, são os fundos de índice, uma espécie de fundos de ações negociados diretamente na bolsa de valores. Sua principal vantagem em relação aos fundos tradicionais é a taxa de administração, que costuma ser substancialmente menor.

Conclusão

Investir não é tão difícil quanto parece, muito pelo contrário é muito simples e fácil. Porém um mito bastante difundido é o de que é preciso ter muito dinheiro para começar a investir, o que está bem longe da realidade. Diferentemente do que muitas pessoas pensam, investir não é apenas para pessoas ricas. No Tesouro Direto, por exemplo, pode-se começar a investir a partir de R$35. Também é possível encontrar alguns fundos de ações com investimento inicial de apenas R$100.

As dicas que apresentei acima servirão para que você comece a investir, mas assim como seus investimentos crescem você também precisa crescer e buscar novas opções de investimento. Conhecimento é, sem dúvidas o investimento que irá lhe trazer mais retornos se você souber utilizá-lo.

Espero que este artigo tenha sido útil para você e gostaria de lhe pedir para deixar um comentário aqui embaixo para que eu possa saber o que você pensou sobre este artigo. Também estou à disposição para responder qualquer eventual dúvida que você tiver.

(crédito das imagens: shutterstock.com)